Centro de Psicologia da Força Aérea

Missão

Selecionar, prestar assistência e intervir no âmbito da Psicologia.

 

Competências

a) Realizar as provas de seleção aos candidatos a pessoal navegante, efetuando posteriormente o acompanhamento dos alunos selecionados nos diferentes cursos de formação e colaborar com várias entidades nos aspetos relacionados com os fatores humanos, participando, inclusivamente, na investigação de acidentes;

b) Realizar a aplicação dos testes, em geral, e a avaliação psicológica dos candidatos destinados ao ingresso na Força Aérea - pessoal não navegante - e, posteriormente, aos nomeados para a frequência de cursos ou de exames especiais, procedendo, de igual forma, ao acompanhamento da respetiva formação;

c) Efetuar a avaliação clínica e apoio psicológico aos militares e civis da FA e seus familiares e a avaliação e apoio, no âmbito da psicologia educacional;

d) Efetuar a informação e orientação profissional, no âmbito do apoio aos candidatos à Força Aérea e militares em Regime de Voluntariado e Regime de Contrato, na definição de um projeto profissional, proporcionando-lhes o respetivo encaminhamento, a par da informação sobre ofertas de emprego;

e) Fornece o apoio psicológico individualizado, por solicitação do próprio pessoal navegante ou por parte de qualquer órgão da Força Aérea.

HISTÓRIA

O início da intervenção psicológica na Força Aérea remonta ao ano de 1966 quando, no âmbito do processo de seleção dos candidatos a piloto, foram realizados os primeiros exames psicológicos no Centro Médico-Psicológico, na dependência da Direção do Serviço de Saúde da Força Aérea. A avaliação psicológica trouxe uma melhoria nos procedimentos de seleção o que gerou valor e levou à constituição do domínio da Psicologia Aeronáutica Militar.

Em 1974 foi constituído um gabinete psicotécnico, na dependência da Direção de Instrução da Força Aérea, com a responsabilidade de classificar e distribuir o pessoal voluntário, pelos cursos de oficiais milicianos técnicos e cabos especialistas, com base nas manifestações individuais de interesses a par da formação académica e profissional dos candidatos.

Com base no trabalho desenvolvido por este gabinete, foi criado em 1975, por força do Decreto-Lei 526-75 de 25 de setembro, o Centro Psicotécnico da Força Aérea (CPFA), na dependência do Centro de Recrutamento n° 1. Por esta data, o CPFA já participava nos processos de seleção de pessoal não navegante destinado à Força Aérea em regime de voluntariado.

Em 1977, o CPFA passou para a dependência direta do Diretor do Serviço de Pessoal sendo, nesse ano e a título experimental, responsável pela seleção de pilotos. Nesse processo, foram avaliados os cadetes que viriam a frequentar o tirocínio de voo na USAF.

Decorridos dois anos, o Centro Psicotécnico mudou de instalações para o Depósito Geral de Adidos da Força Aérea (DGAFA), antecessor da Base do Lumiar, dando continuidade à atividade de seleção psicológica e de investigação.

No início dos anos 90, o CPFA alargou o seu espectro de ação no âmbito da Psicologia (Clínica, Social e Educacional), demonstrando claramente que podia ir além da seleção de pessoal, intervindo de forma mais acentuada na área do bem-estar psicológico dos militares e civis da Força Aérea, bem como dos seus familiares. Esta transformação só foi possível com a reorganização do CPFA, evoluindo de duas áreas (Seleção e Investigação) para três Departamentos (Seleção, Investigação e Intervenção Psicológica).

Em 1992, o Centro Psicotécnico passou a designar-se Centro de Psicologia da Força Aérea (CPSIFA), integrado no Instituto de Saúde da Força Aérea, por consequência da atividade desenvolvida fora do âmbito da seleção.

Fruto de uma reestruturação orgânica do CPSIFA, em 1998 foi constituído o Departamento de Psicologia Aeronáutica, no âmbito do estudo e acompanhamento psicológico na área aeronáutica militar. Foi também, a partir deste ano que se iniciou a aplicação de testes informatizados, adquiridos à Royal Air Force (RAF) e à People Technologies, aos candidatos destinados aos cursos de oficiais.

A aquisição posterior de novos testes informatizados permitiu, em 2002, a inclusão desta tecnologia em todas as avaliações psicológicas efetuadas por este Centro, substituindo-se assim a aplicação de testes de “papel e lápis”.

Tendo o Laboratório de Psicometria Informatizada (LPI) iniciado a sua atividade em 1998, só em outubro de 2003 viu formalizada a sua estrutura com a nova organização do CPSIFA. Simultaneamente, foi implementado o Gabinete de Qualidade, órgão responsável, entre outros aspetos, pela promoção e implementação de “Sistemas de Qualidade”, mais concretamente pela acreditação do LPI.

Em 28 de janeiro de 2014, depois de um longo processo, o LPI foi acreditado segundo a norma NP EN ISO/IEC 17025 pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC), sendo o primeiro laboratório europeu acreditado nesta área. Esta acreditação marca o reconhecimento da competência técnica do LPI, assegurando e corroborando a fiabilidade dos resultados produzidos, bem como a constituição de um fator de credibilidade interna e externa decorrente das suas boas práticas profissionais.

O CPSIFA tem como lema “NEC PLUS NEC MINUS” e como missão “Selecionar, prestar assistência e intervir no âmbito da Psicologia”.

Desde a sua constituição, o Centro de Psicologia teve 12 Diretores e já comemorou o seu quadragésimo aniversário.