Na sequência da depressão Kristin, que assolou Portugal, acompanhada de chuva intensa nos últimos dias, e que provocou danos em infraestruturas, constrangimentos em várias regiões do país e cheias, os militares do Centro de Operações Espaciais da Força Aérea intensificaram a recolha e análise de informação espacial para apoio às operações de resposta e recuperação.
Recorrendo a duas constelações de satélites, uma de radar de abertura sintética e outra ótica, num total de 53 satélites, aquele Centro tem obtido imagens espaciais de elevada precisão, permitindo uma monitorização detalhada das principais zonas afetadas pelo mau tempo.
Os produtos espaciais têm servido de apoio direto a várias entidades, nomeadamente à E-Redes e ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), através da disponibilização de imagens das áreas mais afetadas. Paralelamente, têm sido elaborados relatórios sobre bacias hidrográficas e identificadas zonas de cheia, informação fundamental para o planeamento, coordenação e tomada de decisão das ações no terreno.
Este trabalho evidencia a importância da integração de capacidades espaciais na resposta a fenómenos meteorológicos extremos, contribuindo para uma atuação mais rápida, eficaz e informada na proteção de pessoas, bens e infraestruturas.
