Durante uma missão de retração de pessoal militar entre a Noruega e Portugal, uma aeronave C-130H da Esquadra 501 – “Bisontes” identificou três focos de incêndio após a entrada no espaço aéreo nacional, no dia 30 de maio, tendo as ocorrências sido de imediato comunicadas às entidades competentes.
No dia 29 de maio, o C-130H descolou da Base Aérea N.º 6, no Montijo, com destino à Noruega, para realizar uma missão de retração de pessoal militar. Durante a missão foi efetuada uma navegação em voo de baixa altitude (low level) sobre território nacional, passando pelas regiões da Ota, Nazaré e São Pedro do Sul, permitindo simultaneamente a observação e o reconhecimento de eventuais focos de incêndio, não tendo sido detetados quaisquer focos.
Durante o regresso a Portugal, no dia 30 de maio, e já após a entrada no espaço aéreo nacional, a aeronave iniciou novamente um segmento de voo de baixa altitude. Nas proximidades da região de Vila Real, a tripulação identificou uma coluna de fumo irregular. Após uma análise mais detalhada do local, foi confirmado um foco de incêndio, sem meios de socorro visíveis, tendo a ocorrência sido de imediato comunicado aos Serviços de Controlo de Tráfego Aéreo do aeroporto de Lisboa e às entidades competentes.
Ainda durante a missão com destino a Beja, a aeronave sobrevoou as regiões de Vila Real, Viseu e Ponte de Sor. Na zona do Couço, no concelho de Coruche, foi identificada uma nova coluna de fumo irregular, com o sobrevoo do C-130H foi possível verificar a existência de um incêndio ativo, sem meios de combate ou pessoas nas proximidades do local. A ocorrência foi de imediato reportada às autoridades competentes o que permitiu uma resposta mais rápida.
Já mais próximo da cidade Beja, a tripulação identificou uma terceira ocorrência de fogo. Mas nesta situação, já se encontravam meios de socorro no local e os Serviços de Controlo de Tráfego Aéreo de Beja confirmaram que a situação tinha sido previamente reportada.
Esta missão demonstrou, uma vez mais, a capacidade da Força Aérea para, em simultâneo com o cumprimento das tarefas operacionais, contribuir para a vigilância do território nacional, prática integrada em todos os voos operacionais. As tripulações mantêm observação contínua do terreno, aproveitando a vantagem da altitude para detetar, de forma precoce, incêndios rurais, através da identificação de colunas de fumo ou focos suspeitos, contribuindo para uma resposta mais rápida e eficaz.
