A Força Aérea continuou hoje, 8 de fevereiro, a garantir, no ar e no terreno, o apoio às populações afetadas pelas condições meteorológicas adversas que se fazem sentir em todo o país.
À semelhança dos dias anteriores, foram empenhados dois helicópteros AW119 Koala em missões de vigilância e reconhecimento. Nomeadamente, um dos helicópteros sobrevoou os rios Douro (zona ribeirinha da foz do Douro), Vouga (de Cacia a Viseu), Mondego (de Santa Comba Dão à Figueira da Foz), Lis (de Praia da Vieira a Leiria) e Tejo (de Santarém a Alverca do Ribatejo). Mais a sul, um outro helicóptero recolheu imagens de Odivelas, Torrão, Aldeia de São Romão, Alcácer do Sal, Setúbal, Montijo, Alcochete, Vila Franca de Xira, Carregado, Azambuja e Salvaterra de Magos. As imagens aéreas recolhidas evidenciam os efeitos significativos da subida dos caudais, com rios a ultrapassar as margens e a provocar o isolamento de habitações.
Em Constância, militares da Força Aérea, apoiados por um veículo pesado Unimog, retiraram pessoas de zonas isoladas pela água e recuperaram bens essenciais de habitações completamente inundadas.
Na Base Aérea N.º 5 (BA5), em Monte Real, Leiria, até à hora de almoço foram entregues 259 refeições e cedidas instalações para banhos quentes, enquanto a Base Aérea N.º 6 (BA6), no Montijo, foi utilizada para a aterragem de aeronave e reabastecimento de combustível, em apoio à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Desde o início das operações, a Força Aérea já realizou 14 voos, empenhando diversos meios como os aviões P-3C CUP+ e o C-130H, e os helicópteros AW119 Koala e UH-60 Black Hawk, totalizando já mais de 33 horas de voo. Estas missões permitiram, além do transporte de bens, a recolha de imagens fundamentais à tomada de decisão no terreno, complementada por informação proveniente de 53 satélites, analisada pelo Centro de Operações Espaciais.
No total, na BA5 foram já entregues perto de mil refeições e cedidas instalações para banhos a 400 pessoas.
A Força Aérea mantém um dispositivo de alerta máximo, com oito aeronaves dedicadas – três aviões e cinco helicópteros –, e uma média diária de cerca de 500 militares totalmente empenhados para dar a resposta que o país precisa.
