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Entidades do SGIFR voam com a Força Aérea para levantamento de danos

Um avião C-295M da Força Aérea, com capacidade autónoma de registo de imagem, sobrevoou esta manhã as zonas afetadas pelas intempéries que recentemente assolaram o país, com o objetivo de proceder ao levantamento expedito dos estragos florestais. 

Numa iniciativa conjunta integrada no Sistema de Gestão Integrado de Fogos Florestais (SGIFR), a bordo da aeronave seguiram representantes da AGIF, ICNF, ANEPC, Fileiras Pinho e Eucalipto, numa comitiva liderada pelo Presidente da Estrutura de Missão para recuperação do Centro, Paulo Fernandes.

A informação recolhida durante as três horas de voo permitirá agora delimitar as áreas afetadas e apoiar a classificação de imagens de satélite e de outros dados a recolher nos próximos dias, contribuindo para uma caracterização mais detalhada dos danos no edificado, do volume de madeira afetada e do acréscimo do perigo de incêndio que a tempestade veio abruptamente criar.

Esta visão integrada e atualizada da situação é fundamental para o planeamento estratégico e para a definição de prioridades de intervenção que visem minimizar os impactos económicos, ambientais e sociais.

As áreas monitorizadas incidiram sobretudo na sub-região de Leiria, zona oeste da sub-região da Beira Baixa, zona sul da sub-região de Coimbra e zona norte da sub-região do Oeste e do Médio Tejo. 

Através das imagens recolhidas será possível agora delimitar as áreas afetadas, identificar manchas com maior grau de dano e distinguir árvores tombadas ou partidas, que permita depois realizar um estudo para avaliar a  rede viária interrompida com arvoredo afetado e acumulação nos taludes; determinar o volume e classes de aproveitamento por grandes manchas, por espécie; e determinar as áreas onde existe maior perigo de incêndio, nomeadamente em manchas e nas zonas de interface com edificado ou zonas com mais biomassa acumulada.

O avião C-295M, ao serviço da Força Aérea desde 2009, desempenha missões de transporte aéreo, busca e salvamento e reconhecimento aéreo, integrando sensores e câmaras que permitem a recolha de informação relevante em diversos cenários, incluindo operações de resposta a catástrofes. Trata-se de uma aeronave de transporte militar de médio e curto alcance, certificada para operar em quaisquer condições meteorológicas, tanto em regras de voo visual como por instrumentos.