Conteúdo principal

Força Aérea: Intercetado semissubmersível com cerca de 6,5 toneladas de droga

A Força Aérea participou numa missão que resultou na interceção de um semissubmersível com cerca de 6,5 toneladas de droga, numa ação concertada entre autoridades portuguesas e espanholas.

Nos últimos dias, uma operação de combate ao tráfico de estupefacientes foi conduzida por via marítima, na sequência da qual foi possível localizar e intercetar um semissubmersível utilizado por uma organização criminosa transnacional, que transportava cerca de 6,5 toneladas de cocaína, com destino à Península Ibérica.

A operação “Nautilus” da Polícia Judiciária (PJ), em que participaram, além da Força Aérea e a PJ, a Marinha Portuguesa, a Guardia Civil de Espanha, a Drug Enforcement Administration dos EUA e a National Crime Agency do Reino Unido, teve origem em informação partilhada pela Guardia Civil no Maritime Analysis and Operations Centre – Narcotics (MAOC-N), com sede em Lisboa, e desenvolvida em inquérito dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal.

Na embarcação, intercetada em pleno Oceano Atlântico, a cerca de 926 km a sul dos Açores, seguiam cinco tripulantes, juntamente com as cerca de 6,5 toneladas de droga que teriam como destino final diversos países do continente europeu.

No âmbito desta operação, a Força Aérea efetuou missões de vigilância e reconhecimento através de um meio aéreo dotado de configuração específica, nomeadamente radares de alta precisão que permitem "ver" sem ser "visto", totalizando 17h05 horas de voo. A Força Aérea foi ainda responsável por garantir a projeção logística via aérea das equipas envolvidas.

Em declarações prestadas em conferência de imprensa, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves, realçou o facto de se tratar “de uma operação inédita” pela dimensão do resultado. No entanto, reforçou que este tipo de operações de combate ao narcotráfico é já uma prática e que resulta de uma boa relação e  coordenação com as entidades envolvidas, nomeadamente a Polícia Judiciária e a Marinha Portuguesa.

A investigação, a cargo da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ, prossegue em cooperação com as autoridades de outros países.